Um pouco sobre Campus Party Brasil 10

Claro que eu não poderia deixar de falar desta super feira de tecnologia, a Campus Party. Em sua décima edição estávamos lá para conferir. Pretendo falar das coisas boas e ruins.

Acordamos às 03:00, abrimos os olhos, tomamos café, escovamos os dentes… Sério! Vamos começar. Saímos de Curitiba por volta das 04:00 e tivemos uma viagem bem tranquila. Chegando no Anhembi, fomos direto para a fila de credenciamento, onde ganhamos uma sacola de pano da Submarino com alguns itens como lâmina de barbear, “garrafinha” de água mineral, um saquinho de geleia e mais algumas coisinhas que não me lembro. Enquanto estávamos no credenciamento, minha esposa foi pegar um pouco das coisas no carro. Balança NERD, protótipo com Arduino e o robô Fedablio 1 (ah se não fosse um carrinho de mão comprado por ela dias antes). Terminado o processo de identificação, pegamos claro, mais uma fila para entrar no recinto. Este ano, diferente aos 2 anos anteriores que marcamos presença, não havia sistema de raio X e sendo assim, era necessário revistar as malas uma por uma. Após o cansaço, calor, dor nas costas e pernas, ainda restava a missão de procurar um lugar bacana pra se instalar. Esta deixei por conta de minha esposa e meu irmão que encontraram um lugar muito bom e bem próximo ao palco principal. Foi onde começamos a instalar o ponto nerd. TNT azul para forrar a mesa e uma fita de LED nesta mesma cor para deixar o local bem chamativo (rsrs). Caixa de ferramentas, banner, tablet com slides do aplicativo para Android e vários outros detalhes. Instalação da TV e do PS4 e até a identificação de nossas cadeiras com uma logo do Fedablio Hobby Hacker.

Enquanto estávamos montando as coisas em nosso espaço na mesa, tivemos uma câmera da organização da Campus Party filmando o nosso trabalho, que segundo a responsável, era para ser feito um “vídeo acelerado” em uma outra oportunidade. Um tempo depois falei com o pessoal do jornal Estadão, que me fizeram algumas perguntas e tiraram algumas fotos da mesa. Quando eu achar onde está, coloco o link da matéria.

Pontos positivos

Palestras com conteúdos muito bem selecionados, visando atender o gosto de todos os “campuseiros”. Empreendedorismo, robótica, programação e até saúde e beleza. Apesar de meu foco não ser as palestras, cheguei a acompanhar algumas do local onde estávamos sentados. Havia uma agenda bem detalhada com os dias e horários no site da feira.

O restaurante (hummm). Particularmente não tive do que reclamar. O preço foi de R$300 para 5 dias do evento (café, almoço e janta). Desde uma janta no primeiro dia (terça-feira) até um café da manhã no último dia (domingo).

Dois momentos épicos que lembro e sempre me fazem rir são: quando no palco principal soltavam o video “olha o gás”, feito pelo Cartoon Network e quando aconteceu a “volta olímpica das cadeiras erguidas” no sábado (após show de encerramento).

Se não me engano, uma semana antes do início, a organização da Campus Party começou a liberar as credenciais para serem retiradas no local. Isso acabou reduzindo bastante as filas no primeiro dia.

Achei que o ambiente estava mais frio, se comparado a anos anteriores. Em outras palavras, melhoraram consideravelmente o ar condicionado nesta edição.

A velocidade da internet foi a mesma do ano passado: 40 GB. Achei que foi de bom tamanho para o evento. Em dois momentos em que fiz testes de velocidade, um apresentou pouco mais de 50 Mbps e outro pouco mais de 80 Mbps. Também cheguei a executar um teste de “tracert” com destino a uma rota internacional, e, até onde a Telebras teria que garantir uma latência aceitável, ela fez. Na mesa em que estávamos, as 4 pontas do cabo com plug RJ-45 estavam intactas e funcionando.

Cadeiras estofadas e confortáveis e todas mesas encapadas. Uma coisa que me chamou bastante a atenção e achei muito legal, foi o pessoal da limpeza passando nas mesas de tempos em tempos (a cada 1h e 23m… brincadeira) recolhendo o lixo que ficava por cima da mesa.

Bacana também foi a possibilidade que os “campuseiros” tiveram de serem curadores e sugerirem palestras e/ou conteúdo para o evento. Além de poderem sugerir, estes estavam concorrendo a entradas com barraca.

Pontos negativos

Como todo evento daquele porte, sempre irá aparecer algo que não agrade a todos. Não posso deixar de falar sobre os banheiros ou mais precisamente, os chuveiros. Quem deixava para tomar banho nos horários de pico, entre 18 e 21 horas, acabavam encontrando filas com tempo de espera de 30 minutos ou mais. Levei em consideração minha experiência dos anos anteriores, e assim, tentar ter uma boa noite de sono com tapa olhos e um tapa ouvidos. Mesmo no local das barracas, haviam muitas pessoas mal educadas que gritavam e buzinavam com vuvuzelas e afins de dia e de noite. No segundo dia cheguei a conversar com um “campuseiro” que me disse que havia todo um setor (cerca de 150 pessoas) sem acesso à internet em suas mesas. No sábado (último dia de conteúdo), deixaram visitantes sem crachá acessar o local em que estavam os “campuseiros”. Como estavam entrando todo tipo de gente e sem estrela na testa, não era bom vacilar com coisas “roubáveis” em cima da mesa. Também ouvi uns boatos sobre uma tal de “Campus B”, que segundo fontes, rolavam bebidas alcoólicas do lado de fora ao Anhembi. Tema também abordado pelo jornal Estadão.

As caixas de som dos palcos, diferente dos anos anteriores em que estive presente, estavam voltadas para o lado contrário ao palco, ou seja, virando uma mistura muito grande de sons. Em duas palestras que assisti, o palestrante parou de falar por algum momento pois estava dando para ouvir a palesta vizinha. O ano passado por exemplo, as caixas estavam viradas para o lado do palco e atrás do público, onde não notei qualquer tipo de enrosco relacionado ao som.

Infelizmente não tive paciência para assistir de perto um duelo da batalha de robôs. Era como se colocassem 6 milhões de pessoas dentro de um estádio com a capacidade para 40 mil. A batalha ocorreu no local com acesso ao público em geral, ou seja, para não os “campuseiros”. Acho que por isso haviam tantas pessoas (rsrs).

Como todo lugar exageradamente grande (em nosso caso o Anhembi), andávamos bastante. Se tivesse que ir ao banheiro, era necessário andar cerca de 300 metros (ida e volta). Para tomar banho e dependendo onde estivesse a barraca, pode colocar mais uns 400 metros de ida e volta. Para tomar café, mais uns 300 metros. Jantar e almoçar, mais uns 600. Em um cálculo rápido e sem dados concretos, pode se dizer que ao final de um dia na Campus, andamos de 1.5 a 3.0 Km brincando.

Em fim, a Campus Party oferece quase de tudo para todo tipo de “campuseiro”. Campeonato de games com no jogos PES, Street Figther e Just Dance. Simuladores de carros e aviões, cosplay, briga de robôs e corrida de drones. Distribuição de brindes, Hackathon, jogo de perguntas sobre Star Wars (palco principal), paquera e claro, internet pra todos.

Não deixem de conferir as fotos

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